Dr. Thiago de Carvalho Gontijo · MÉDICO CRM-MG 55701 | RQE 39776
Novas ferramentas em saúde costumam ser apresentadas como solução para problemas muito diferentes. Antes de adotá-las, é preciso delimitar o problema, entender qual decisão receberá apoio e definir quem responderá por ela.
Dados bem organizados ajudam a encontrar padrões e podem reduzir tarefas repetitivas. A inteligência artificial também pode facilitar a busca por informações e apoiar a organização do trabalho. Ainda assim, o profissional precisa considerar o contexto e responder pelas decisões tomadas.
A ferramenta precisa de critérios
A utilidade de uma ferramenta depende de um objetivo definido e de limites conhecidos. Os dados precisam ser adequados ao uso, e alguém deve revisar o resultado. Em medicina, uma resposta convincente ainda pode conter erro.
Usos menos visíveis
Nem todo uso precisa aparecer para o paciente. Uma ferramenta pode organizar um fluxo, mostrar uma pendência à equipe ou facilitar a localização de uma informação. Também pode registrar etapas que antes dependiam apenas da memória.
Na prática, um recurso novo precisa entrar em um processo que permita revisão e mantenha a decisão sob responsabilidade humana.